Hannah McKay / REuters
Hannah McKay / REuters

Mortos em caminhão no Reino Unido eram todos chineses

Grupo era formado por 31 homens e 8 mulheres; ainda não se sabe se as vítimas eram imigrantes

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2019 | 07h54
Atualizado 24 de outubro de 2019 | 12h06

LONDRES - Os 39 mortos encontrados em um caminhão frigorífico perto de Londres eram todos cidadãos chineses, informou a polícia britânica nesta quinta-feira, 24. O grupo era formado por 31 homens e 8 mulheres. Ainda não se sabe se eram imigrantes.

A tragédia remete a um incidente parecido ocorrido em junho de 2000, quando 58 chineses em situação irregular foram encontrados mortos asfixiados em um caminhão no porto de Douvres, sul do Reino Unido.

Na noite de quarta-feira, a polícia britânica fez operações de busca em duas propriedades na Irlanda do Norte, após a descoberta do veículo. Os 39 corpos ainda estão sendo identificados. As autoridades haviam divulgado antes que havia um adolescente entre os mortos, mas esclareceram nesta quinta que se trata de um adulto.

Uma grande investigação está em andamento para determinar as circunstâncias que levaram às mortes. O Ministério Público Federal da Bélgica informou que o contêiner do caminhão passou por Zeebrugge no dia 22 de outubro.

A polícia britânica foi alertada durante a madrugada pelo serviço de emergência sobre os corpos encontrados em uma zona industrial de Grays, Essex, a 30 km de Londres. O motorista, de 25 anos e procedente da Irlanda do Norte, foi detido por suspeita de assassinato.

A imprensa britânica identificou o motorista e informou que seu nome é Mo Robinson, residente da cidade norte-irlandesa de Portadown, no condado de Armagh. Foi nesta região que foi realizada a operação da noite de quarta. Questionada por jornalistas, a polícia não confirmou o nome. 

Rota do caminhão

A rota do caminhão está sendo determinada. De acordo com a polícia britânica o reboque do caminhão chegou aproximadamente às 23h30 (19h30 em Brasília) de segunda-feira a Purfleet, porto do Tâmisa, procedente de Zeebrugge, Bélgica, enquanto a cabine partiu da Irlanda do Norte.

As autoridades também confirmaram o emplacamento do veículo na Bulgária em 2017, mas afirmaram que o veículo não retornou ao país desde então. "Não há conexão, apenas com as placas", disse o primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borissov.

A tragédia motivou pedidos de combate aos traficantes de seres humanos. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou o ocorrido uma "tragédia inimaginável".

Também na quarta-feira, a polícia de Kent anunciou que localizou e transferiu para as autoridades de imigração nove pessoas encontradas vivas em um caminhão em uma rodovia ao sudeste de Londres. / AFP e AP

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