Mortos em caos no Camboja chegam a 378

PHNOM PENH

AP E EFE, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2010 | 00h00

Equipes de resgate vasculhavam ontem um lodoso rio em busca de mais vítimas do pisoteamento de segunda-feira, que deixou ao menos 378 mortos e 755 feridos, segundo novas cifras. Centenas de cambojanos percorreram ontem hospitais de da capital do Camboja, Phnom Penh, em busca de parentes e amigos. Sem recursos, os hospitais improvisaram tendas para abrigar os corpos que ainda não foram identificados.

A maioria das vítimas é de jovens que ficaram presos em uma ponte que liga Phnom Penh e Koh Pich (Ilha Diamante) durante o Festival da Água, que dura três dias e é um dos mais tradicionais do país.

A oposição culpa as autoridades pelo incidente, por ter permitido que o evento fosse realizado em um local inadequado e por ter fechado a outra ponte de acesso à ilha, obrigando todas a pessoas a usar a mesma passagem. O governo indicou que ainda não estão claras as causas da correria e do pisoteamento. Segundo testemunhas, uma sirene da polícia foi ouvida antes do caos.

O premiê Hun Sen prometeu indenizar com US$ 1.250 as famílias dos mortos e com US$ 250 os feridos e disse que esta foi a pior tragédia no Camboja desde o regime do Khmer Vermelho, nos anos 70, que deixou 1,7 milhão de mortos. Centenas de monges budistas reuniram-se ontem na ponte onde ocorreu o incidente para realizar uma cerimônia em honra das vítimas.

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