Asmaa Waguih/Reuters
Asmaa Waguih/Reuters

Mortos em confrontos no Egito chegam a 38, diz grupo

Manifestantes rejeitaram uma promessa da junta militar para adiantar a eleição presidencial

AE, Agência Estado

23 de novembro de 2011 | 08h42

CAIRO - A polícia do Egito enfrenta manifestantes contrários ao governo pelo quinto dia seguido no Cairo. Um grupo pelos direitos humanos afirmou que o número de mortos nos confrontos dos últimos dias no país subiu para 38.

Dezenas de milhares de manifestantes rejeitaram na Praça Tahrir uma promessa da junta militar para adiantar a eleição presidencial para a primeira metade deste ano. Eles exigem que o marechal Hussein Tantawi renuncie imediatamente, dando lugar a um conselho interino civil.

Os confrontos desta quarta-feira ocorrem no entorno do bastante protegido Ministério do Interior, perto da praça. O grupo pelos direitos humanos Elnadeem Center, conhecido pela pesquisa cuidadosa das vítimas da violência policial, afirma que o número de manifestantes mortos nos confrontos de sábado chegou a 38. O Ministério da Saúde cita 29 mortos.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu que haja uma investigação independente das mortes de manifestantes no Egito. "Eu peço às autoridades egípcias que parem de usar a força claramente excessiva contra manifestantes na Praça Tahrir e em outros pontos do país", afirmou ela, acrescentando que "deve haver uma investigação imediata, imparcial e independente, e responsabilização dos culpados pelos abusos".

 

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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