Mortos em explosão no México chegam a 33

Direção da Pemex acredita que tragédia na sede da empresa tenha sido um 'acidente'

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2013 | 02h03

Os bombeiros retiraram ontem mais corpos dos escombros do prédio da estatal Pemex, atingido por uma explosão na quinta-feira. O número de mortos subiu para 33. Segundo a direção da empresa, embora as causas ainda estejam sendo investigadas, é provável que a explosão tenha sido um acidente.

"O que se pode observar é que isso é parte do que os especialistas percebem como um acidente, mas não vai ser ignorada nenhuma linha de investigação", disse o diretor executivo da Pemex, Emilio Lozoya, à rede Televisa, descartando, em princípio, a possibilidade de um atentado. Segundo a imprensa mexicana, a explosão pode ter ocorrido em razão de um superaquecimento do sistema elétrico.

Do lado de fora da sede, no centro da Cidade do México, as cenas de confusão registradas na quinta-feira repetiram-se ontem. Lozoya disse que 121 pessoas ficaram feridas na explosão, que ocorreu no meio da tarde. "Um incidente como esse não pode ser explicado em duas horas", afirmou. "Estamos trabalhando com os melhores especialistas do México e estrangeiros. Não vamos especular."

Funcionários não souberam informar quantas pessoas trabalhavam na hora da explosão nem quantas estariam presas nos escombros. Segundo paramédicos, ainda havia muitos feridos e o número de mortos deve aumentar. Segundo Lozoya, os quatro andares mais afetados tinham, normalmente, até 250 funcionários.

A Pemex garantiu que a explosão não afetará as operações, mas era evidente a preocupação do governo ontem com o futuro da empresa. A destruição chamou a atenção para a falta de segurança das instalações da Pemex, que pouco antes do incidente havia emitido um comunicado dizendo que a empresa tinha conseguido melhorar seu desempenho em acidentes.

Fundada há 75 anos, a Pemex tornou-se um símbolo da autossuficiência petrolífera do país. No entanto, ela também coleciona falhas de segurança, acidentes em plataformas e é conhecida pela ineficiência e pela corrupção. Apesar da imagem ruim, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, garantiu que não pretende privatizar a empresa.

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