Mortos em onda de violência na África do Sul sobem para 62

Uma onda de ataques contraestrangeiros na África do Sul matou 62 pessoas desde o iníciodos atentados há três semanas, informou a polícia no sábado. A violência, que já diminuiu, teve como alvo recém-chegadosà África do Sul e também aqueles que já vivem no país hádécadas. Dezenas de milhares tiveram que se refugiar em abrigosespalhados pelo país. "Isso aumentou o número anterior de mortos de 56. Um totalde 670 ficaram feridos", disse a porta-voz da polícia Sally deBeer, à agência SAPA. Alguns morreram no hospital por causa dosferimentos. Cinquenta e dois dos mortos viviam na província Gauteng,centro da economia sul-africana, onde os ataques começaram em11 de maio, antes de se espalharem para KwaZulu-Natal e WesternCape. De Beer informou que nenhum ataque grande foi reportadorecentemente na onda de violência contra zimbabuanos emoçambicanos. Competição por casas e emprego e aumento nos custos decombustível e alimentos estão por trás das revoltas. Odesemprego na África do Sul é de cerca de 24 por cento. Pelo menos 50 mil moçambicanos e zimbabuanos deixaram aÁfrica do Sul como resultado da violência. Zimbabuanos, cujo país vive um colapso econômico, formam omaior grupo de imigrantes na África do Sul, representando 60por cento dos 5 milhões de migrantes que vivem no país que temcerca de 50 milhões de habitantes. Agências humanitárias e autoridades da Organização dasNações Unidas afirmam que estão chocadas com as condições dosabrigos, onde milhares de migrantes vivem agora. Muitos dormemdo lado de fora sob temperaturas que caem para perto de zerodurante a noite. (Por Phumza Macanda)

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