Mortos em queda de ponte na China sobem para 64

Resgate encontra mais 17 corpos soterrados; equipes avançam nas buscas desde o colapso da construção

Reuters e Associated Press,

18 de agosto de 2007 | 16h03

O número de mortos no colapso de uma ponte na China subiu para 64 neste sábado, 18, depois que as equipes de resgate encontraram os corpos de mais 17 pessoas, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua. Ainda não está claro o número de vítimas que podem estar soterradas pelos escombros desde o desabamento da última segunda-feira, 13, na cidade turística de Fenghuang. A ponte desabou na segunda-feira, durante o horário do rush noturno, no momento em que trabalhadores retiravam equipamentos de finalização da obra. As equipes de resgate avançam com menos dificuldades depois da explosão de três grandes pilares de cimento derrubados que estavam atrapalhando o trabalho   Muitos moradores da região denunciaram a má qualidade do material utilizado na obra e a rapidez da construção. Jornalistas de cinco órgãos de imprensa estatais que cobriam a notícia, entre eles o "Diário do Povo" e uma revista da agência "Xinhua", foram atacados por várias pessoas. Entre elas havia funcionários da província, segundo o jornal "South China Morning Post".   Os repórteres estavam entrevistando uma família que tinha perdido cinco membros no acidente, quando um grupo de oito pessoas, entre elas duas mulheres e o diretor do Departamento de Agricultura de Fenghuang, atacaram o grupo, acusado de "fazer entrevistas ilegais".   O acidente reforça dúvidas sobre as infra-estruturas chinesas, a um ano dos Jogos Olímpicos de Pequim. O próprio presidente do país, Hu Jintao, ordenou uma investigação exaustiva e prometeu que os culpados serão severamente punidos.   Acidentes de trabalho são comuns na China, onde regulamentações de segurança são irregulares e empresas procuram cortar custos, resultando em milhares de mortos anualmente nas minas de carvão, fábricas e obras do país.

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