Mortos em terremoto no Paquistão podem passar de 300

Por conta da temperatura abaixo de 0º C, sobreviventes começam a desenvolver sintomas de pneumonia

Agência Estado e Associated Press,

31 de outubro de 2008 | 09h11

Médicos disseram nesta sexta-feira, 31, que estavam quase sem remédios e próteses para tratar das vítimas do terremoto de quarta-feira no Paquistão. Além disso, o governador da província atingida disse que o número de mortos, atualmente em 215, pode passar dos 300. O tremor de magnitude 6,4 graus na escala Richter atingiu uma região pobre e montanhosa no sudoeste do país, perto da fronteira com o Afeganistão. Perto de 3 mil casas foram destruídas e 15 mil pessoas perderam suas residências.   Veja também: País sofre com desastres e guerras  Entenda como acontecem os terremotos    Tropas e funcionários de agências de auxílio se dirigiram para auxiliar as comunidades nos remotos vales. O governador provincial do Baluquistão, Zamrak Khan, disse que os dados sobre mortos ainda estavam chegando. Segundo Khan, já foram enterrados 215 corpos. Porém relatos sobre quatro distritos bastante atingidos indicam que vários outros mortos podem ter sido enterrados sem que as autoridades fossem informadas. Para Khan, o número real de mortos estaria "em algo mais de 300".   As autoridades distribuem tendas, cobertas, casacos e alimentos para os sobreviventes. As temperaturas durante a noite chegam perto de 0ºC nas áreas atingidas. Muitas das vítimas passaram duas noites sem abrigo e, segundo os médicos, estão adoecendo. "A maioria deles está desenvolvendo sintomas de pneumonia e isso é inevitável, dado o forte frio a que estão expostos", disse o médico Nek Mohammed, da devastada vila de Kawas. Segundo Mohammed, faltavam também remédios.   Os casos mais graves eram levados para a capital regional, Quetta, 80 quilômetros distante. Porém mesmo nesse centro havia problemas. "Nós estamos com poucos antibióticos e outros remédios. Precisamos de próteses, de placas de metal e pinos para tratar dos braços e pernas quebrados", relatou o médico Zainullah Kakar, do Bolan Medical College.   A área afetada no Baluquistão é habitada sobretudo pelos pashtuns. A região não tem sofrido tanto com a violência militante, como outras da zona fronteiriça com o território afegão.

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