Mortos na Caxemira indiana chegam a 19, diz Exército

Cinco supostos rebeldes e quatro soldados morreram em confrontos em uma região de florestas da Caxemira indiana, informou o Exército local. Com as mortes de hoje, subiu para 19 o total de vítimas nos quatro dias de batalhas entre os rebeldes e as tropas oficiais. O coronel K. S. Brar disse que os confrontos começaram na sexta-feira, quando uma força combinada do Exército indiano e a polícia começaram a confrontar militantes na área de Shamsbari.

AE, Agencia Estado

23 de março de 2009 | 19h06

As autoridades receberam uma denúncia de que militantes se escondem na área, a 120 quilômetros ao norte da principal cidade da Caxemira indiana, Srinagar. Brar afirmou que os confrontos prosseguem na região.

Ainda hoje na Índia, Mohammed Ajmal Kassab, o único atirador acusado pelos ataques terroristas em Mumbai, no final do ano passado, afirmou a um tribunal do país que ele aceita em ter um advogado designado pelo governo e que é cidadão paquistanês. O juiz M. L. Tahiliyani pediu a Kassab que se identificasse e perguntou a ele de onde era. Kassab respondeu que é natural de Faridkot, na província do Punjab, Paquistão.

Kassab, de 21 anos, foi acusado no mês passado de 12 crimes, incluídos assassinato e por travar uma guerra contra a Índia. Se condenado, ele poderá ser executado. Nove atiradores foram mortos pelas forças indianas durante o cerco que durou três dias, no final de novembro do ano passado. No total, 164 pessoas foram mortas pelos terroristas, que atacaram hotéis de luxo, um centro judaico, uma estação ferroviária e outros locais na cidade de Mumbai.

A índia culpa o grupo islamita paquistanês Lashkar-e-Taiba pelos atentados. Acredita-se que a facção foi criada pela inteligência paquistanesa na década de 1980 para lutar contra o governo da Índia na dividida região da Caxemira.

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