Mortos na China superam 12 mil; 28 mil estão soterrados

Chuvas prejudicam resgate; governo diz que 10 mil estão sob escombros em Mianzhu e 18 mil em Mianyang

Agências internacionais,

13 de maio de 2008 | 07h19

O número de mortos no terremoto da segunda-feira, 12, na província chinesa de Sichuan superou os 12 mil, segundo informaram equipes de resgate. Este novo balanço de vítimas do maior terremoto no país há três décadas foi anunciado por um porta-voz das equipes de resgate, que são comandadas pelo primeiro-ministro da China, Wen Jiabao.   Veja também: Mau tempo dificulta resgates em cidade chinesa Réplica de 6,1 graus atinge capital de Sichuan EUA vão dar US$500 mil para ajudar a China China simplifica caminho da tocha Tremor prende 8 turistas por 26h em teleférico Entenda como acontecem os terremotos  Vídeo com imagens do terremoto  De Pequim, Cláudia Trevisan fala sobre o terremoto    Segundo a Reuters, citando a agência estatal Xinhua, pelo menos 10 mil pessoas estão soterradas somente na área de Mianzhu, no sudoeste da província de Sichuan, próxima ao epicentro do terremoto. Porém, a Associated Press, citando a agência Nova China, afirma que pelo menos 4.800 pessoas estavam sob os escombros na cidade. Outras 18.645 estão soterradas nos escombros da cidade de Mianyang, onde outras mais de 3.629 foram confirmadas mortas. Ainda não se sabe se as vítimas de Mianyang estão incluídas na contagem de mortos do desastre.   "Atualmente se desconhece a situação exata em Wenchuan (epicentro), Lixian e Maoxian, porque as equipes de resgate ainda não puderam chegar a estas áreas", disse Wen. "Temos muitas dificuldades para realizar os trabalhos de resgate, pois os caminhos estão bloqueados, as comunicações cortadas e a contínua chuva dificultam muito nossos esforços", afirmou.   No entanto, a chuva prejudicava os esforços de resgate. Um grupo de soldados chegou a suspender as missões de resgate por causa das fortes precipitações, informou a agência de notícias Nova China. Quatro helicópteros militares tentaram aterrissar durante a madrugada em Wenchuan, mas se viram obrigados a retornar a Chengdu, capital da província. A expectativa é de que o número de mortes aumente porque áreas remotas ainda não foram alcançadas pelas equipes de resgate e porque há muita dificuldade para encontrar vítimas sob os escombros.   O governo chinês agradeceu à comunidade internacional pela disposição de enviar ajuda para os desabrigados pelo terremoto. "A China já abriu os canais internacionais para receber doações e dá as boas-vindas à ajuda internacional", disse Qin Gang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.   As difíceis condições meteorológicas, com chuvas que devem durar vários dias, complicam os trabalhos de resgate de milhares de desabrigados pelo terremoto registrado na segunda-feira na zona montanhosa da província sudoeste chinesa de Sichuan. Quatro helicópteros militares que tentaram na madrugada passada aterrissar em Wenchuan se viram obrigados a retornar a Chengdu, capital da província.   O governo chinês convidou a comunidade internacional a enviar ajuda para os desabrigados pelo terremoto. "A China já abriu canais internacionais para receber doações e dá as boas-vindas à ajuda internacional", disse o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores Qin Gang.   Prédios destruídos   Apenas em um condado, Beichuan Qiang, onde estima-se que até 80% das construções foram destruídas, o número de mortos está entre 3 e 5 mil pessoas. Em Shifang, duas fábricas de químicos desmoronaram e centenas de pessoas estão presas nos escombros. Cerca de 80 toneladas de material corrosivo vazaram e 6 mil pessoas tiveram de ser evacuadas e, segundo a Xinhua, 600 pessoas morreram.   A última vez que um abalo dessa magnitude foi registrado na China foi em julho de 1976, quando um terremoto destruiu a cidade de Tangshan, no norte do país, e matou pelo menos 242 mil pessoas. O terremoto também foi sentido em Pequim, Xangai e alguns lugares de Hong Kong.   O último terremoto a afetar a China foi registrado em 21 de março e alcançou 7,2 graus na escala Richter, atingindo a região de Xinjiang. Mas o abalo causou pouca destruição em comparação com o terremoto da segunda-feira.   (Com BBC Brasil, Associated Press, Agência Estado e Reuters)   Matéria atualizada às 12h40.

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