Mortos na Índia chegam a 498, mas violência diminui

A violência religiosa diminuiu neste domingo no Estado indiano de Gujarat, depois de quatro dias de confrontos terem deixado quase 500 mortos, a maioria muçulmanos queimados vivos ou assassinados com golpes de machete por bandos de hindus.Apesar da redução da violência, mais 13 corpos foram retirados de casas incendiadas neste domingo e o número de mortos subiu de 485 para 498.Apenas um choque foi reportado neste domingo no Estado, quando alguns grupos incendiaram tendas e caminhões em uma estrada próxima ao povoado de Bhavnagar e enfrentaram a polícia. Não havia informações referentes a vítimas.Na noite de ontem, hindus incendiaram algumas casas de muçulmanos na comunidade de Deodhar, deixando quatro mortos, informou a assessoria de imprensa da polícia local. Outras duas pessoas morreram em tiroteios posteriores com policiais.O local fica a cerca de 150 quilômetros de Ahmadabad, maior cidade de Gujarat, com 3,5 milhões de habitantes. Nesta cidade, as autoridades levantaram em algumas áreas o toque de recolher imposto devido aos 195 assassinatos registrados na região entre quinta-feira e ontem."Não posso dizer que a situação é normal. Mas, aos poucos, tudo retorna à normalidade. O número de mortes parou de crescer em Ahmadabad. O governo não pode ser indulgente com quem participou dos distúrbios", disse o ministro-chefe de Gujarat, Narendra Modi, em entrevista à rede de tevê Star News.Hoje, havia sinais de calma em uma rodovia situada nos arredores de Ahmadabad que foi bloqueada há três dias por bandos de hindus que queimaram pneus e impediram o tráfego de veículos pelo local.Enquanto isso, mais cadáveres eram retirados neste domingo dos escombros em chamas de algumas casas. O número oficial de mortos é de 498, de acordo com autoridades locais.A cifra inclui os 58 ativistas hindus mortos na quarta-feira, quando o trem no qual viajavam foi incendiado por um bando de muçulmanos perto de Godhra. Este massacre desencadeou a onda de represálias por parte dos ativistas hindus.Ainda neste domingo, o presidente da Câmara baixa do Parlamento da Índia, G. M. C. Balayogi, morreu em um acidente de helicóptero no Estado sulista de Andhra Pradesh, onde participava de uma manifestação de paz. Balayogi tinha 50 anos. Também morreram no acidente o piloto do aparelho e um assessor do político.

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