Mortos na Síria superam os 5 mil, afirma ONU

A chefe de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, Navi Pillay, afirmou nesta segunda-feira ao Conselho de Segurança da entidade que o número de mortos na Síria após nove meses de repressão contra os manifestantes subiu para mais de 5 mil.

REUTERS

13 de dezembro de 2011 | 14h29

A cifra mostra um grande aumento em relação aos 4 mil mortos denunciados por ela há pouco mais de uma semana.

"Hoje (segunda-feira) informei que o número supera os 5 mil", disse Pillay a jornalistas depois de discursar ao conselho de 15 países sobre a situação na Síria.

O número inclui civis, soldados desertores e aqueles executados por se negarem a disparar contra civis, mas não leva em conta membros do Exército e outros ramos das forças de segurança que morreram nas mãos de forças opositoras, informou ela ao conselho.

Enviados de países ocidentais descreveram o relato de Pillay como o mais horroroso que ouviram nos últimos tempos e disseram que era escandaloso que o conselho, paralisado pela oposição de Rússia e China, tenha feito tão pouco na Síria.

O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, afirmou que estava muito preocupado com as informações passadas por Pillay, mas sinalizou que uma intervenção estrangeira poderia levar a uma guerra civil e ao aumento do número de mortos.

O embaixador sírio, Bashar Ja'afari, disse que Pillay não deveria ter falado ao conselho e indicou que a sessão foi parte de uma "grande conspiração orquestrada contra a Síria desde o começo."

(Reportagem de Patrick Worsnip)

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