Mortos no desabamento em Bangladesh chegam a 433

Equipes de resgate encontraram nesta quinta-feira mais corpos nos destroços do edifício que desabou em Bangladesh. Autoridades disseram que pode levar mais cinco dias até que a área seja limpa. Além das 433 mortes confirmadas, a polícia informou que 149 pessoas ainda estão desaparecidas, no pior desastre da indústria de confecção de Bangladesh.

Agência Estado

02 de maio de 2013 | 10h49

O major-general Chowdhury Hassan Suhrawardy, comandante da guarnição militar da área que supervisiona os trabalhos de resgate, negou os relatos de que 1.000 pessoas estariam desaparecidas além das acusações, feitas por alguns parentes, de que as autoridades estão escondendo os corpos para manter baixo o número de vítimas fatais. "Não deem ouvidos a tais rumores", disse ele aos jornalistas.

Um grande funeral muçulmano foi realizado para 34 vítimas cujos corpos estavam muito danificados ou decompostos para serem identificados. Funcionários do cemitério escavaram várias filas de covas, que devem ser usadas para o enterro de outros corpos não identificados nos próximos dias.

Suhrawardy disse nesta quinta-feira que 20 corpos foram recuperados durante a noite, elevando o número para 430. Outros foram encontrados durante o dia. As equipes de resgate acreditam que mais corpos estavam sob os escombros no piso térreo. Eles usam escavadeiras e máquinas pesadas para retirar toneladas de concreto.

Cinco confecções ocupavam os andares mais altos do Rana Plaza, prédio de oito andares que desabou em 24 de abril, um dia depois de grandes rachaduras terem surgido no local e de a polícia ter ordenado a retirada de todas as pessoas do local. O proprietário do prédio é acusado de dizer aos trabalhadores que o local era seguro.

Rana tinha permissão para construir cinco andares, mas acrescentou outros três ilegalmente. Após o surgimento das rachaduras, um banco e algumas lojas se recusaram a abrir, mas os gerentes das fábricas disseram aos trabalhadores que deveriam voltar ao trabalho. Horas mais tarde, o prédio ruiu. As informações são da Associated Press.

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