Mortos no deslizamento na China já alcançam 1.239

Governo chinês decretou que domingo, 15, será dia de luto nacional pelas vítimas de Zhouqu. Bandeiras nacionais serão hasteadas a meio mastro em todo o país

Efe

14 de agosto de 2010 | 09h22

Reconstrução. Enquanto os mortos aumentam, as equipes de resgate trabalham sem descanso

 

 

PEQUIM - O número de mortos pelo desmoronamento que arrasou no último domingo, 8, a população de Zhouqu, na província noroeste chinesa de Gansu, aumentou para 1.239 e o número de desaparecidos está em 505, como detalhou neste sábado, 14, o último relatório das autoridades divulgado pela agência oficial "Xinhua".

 

Enquanto os mortos aumentam, as equipes de resgate trabalham sem descanso com o objetivo de evitar surtos epidêmicos que podem surgir pelo calor, e o acúmulo de água e resíduos.

 

Um funcionário do Ministério da Saúde assegurou que "embora estejam cavando poços para garantir o abastecimento de água, o trabalho de esterilização é complicado devido ao fato de a água ser contaminada durante o transporte e armazenamento".

 

Além disso, comentou que os corpos das vítimas e dos animais mortos que foram sepultados podem descompor-se facilmente pelas altas temperaturas, piorando a situação de prevenção de epidemias no local.

 

O Governo chinês decretou neste sábado dia de luto nacional para domingo, 15, pelas vítimas de Zhouqu. Amanhã, quando completa uma semana da catástrofe, as bandeiras nacionais serão hasteadas a meio mastro em todo o país, da mesma forma que será feita em embaixadas e consultados chineses em outros países.

 

As chuvas que afetam ao território chinês desencadearam novos acidentes que se somam às mais de 1,7 mil vítimas da localidade de Zhouqu. Pelo menos 38 pessoas estão desaparecidas após as avalanches e inundações produzidas neste sábado na província chinesa de Sichuan.

 

As fortes chuvas provocaram deslizamentos de terra em várias cidades do condado de Wenchuan, onde em 2008 um terremoto atingiu 90 mil pessoas, entre mortos e desaparecidos, informou "Xinhua".

 

Mais de 4 mil pessoas e 1,3 mil veículos estão isolados por estradas bloqueadas. Dos afetados, 700 estão na zona turística de Sanjiang e 300 na cidade de Yingxiu, onde em 2008 morreram aproximadamente 6,7 mil de seus 9 mil habitantes no terremoto.

 

China vive sua pior monção em 12 anos, com mais de 3,4 mil mortos e desaparecidos desde que iniciou a temporada em maio, com danos comparáveis aos produzidos pelas enchentes do rio Yang-tsé em 1998, que causaram 4 mil mortos e 140 milhões de deslocados.

 

O Centro de Meteorologia da China advertiu hoje que nos próximos dias mais chuvas fortes devem atingir o país. As províncias mais afetadas serão Heilongjiang, Jilin, Liaoning, e até no domingo choverá também em Sichuan, Shaanxi, Shandong e Yunnan.

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