Mortos por caminhão-bomba na Rússia sobem para 21

Morreu hoje, no hospital, uma vítima do ataque a uma delegacia de polícia na cidade russa de Nazran, segundo informou Svetlana Gorbakova, porta-voz da agência de investigação federal. O saldo do ataque sobe para 21 mortos e 130 feridos. Nove policiais seguem desaparecidos desde ontem, quando um caminhão-bomba com 200 quilos de explosivo atingiu o prédio, em um ataque suicida. Até o final da tarde de hoje, nenhum grupo assumiu o atentado.

AE-AP, Agencia Estado

18 de agosto de 2009 | 19h25

O presidente da província de Ingushetia, onde fica a cidade de Nazran, disse que o ataque foi organizado por militantes tentando vingança após recentes operações de segurança nas florestas ao longo da montanhosa fronteira com a Chechênia. "Foi uma tentativa para desestabilizar a situação e causar pânico", afirmou Yunus-Bek Yevkurov em comunicado. Yevkurov também já acusou Estados Unidos, Grã-Bretanha e Israel de fomentar a instabilidade no Cáucaso do Norte.

Grupos de direitos humanos afirmam que prisões arbitrárias, torturas e assassinatos cometidos pelas forças de seguranças ajudaram a fomentar a tensão rebelde na Ingushetia, sob o regime do antecessor de Yevkurov, Murat Zyazikov. Yevkurov, um ex-membro do serviço russo de inteligência militar GRU, prometeu encerrar a fase de abusos e negociar o perdão de alguns rebeldes, caso eles concordassem em entregar suas armas.

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