Mortos por confronto na fronteira turca chegam a 22

Rebeldes curdos atacaram um posto do Exército turco na fronteira com o Iraque neste domingo, dando início a um confronto que matou pelo menos 22 pessoas. Trata-se do mais recente ataque desde que Ancara lançou uma grande ofensiva contra os membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, conhecido pela sigla PKK.

DOW JONES/AE, Agência Estado

05 de agosto de 2012 | 15h54

Seis soldados, dois guardas da vila de Gecimli e 14 rebeldes curdos foram mortos após o ataque ao posto militar instalado na província de Hakkari, informou o escritório do governador em comunicado.

Outros 15 soldados, um guarda e cinco civis ficaram feridos, segundo o comunicado citado pela agência de notícias Anatólia.

Os rebeldes do PKK lançaram ataques simultâneos a três postos de fronteira, mas as mortes ocorreram no posto da vila de Gecimli, segundo uma emissora privada de televisão.

Trata-se do pior confronto desde junho, quando choques entre soldados turcos e rebeldes curdos deixaram 28 mortos após um ataque semelhante a um posto militar na mesma região.

Nas duas últimas semanas, mais de 115 rebeldes curdos foram mortos em ofensivas militares, informou o ministro do Interior da Turquia. No último domingo, os rebeldes curdos atacaram três postos militares simultaneamente próximos à fronteira com o Iraque, iniciando um conflito em um posto paramilitar que resultou em seis soldados e 14 rebeldes mortos.

O vice-primeiro-ministro Besir Atalay declarou neste domingo que a luta da Turquia contra o terrorismo vai continuar.

O PKK é considerado uma organização terrorista pela Turquia e por grande parte da comunidade internacional. O grupo pegou em armas no sudeste do país em 1984, começando um conflito que já custou cerca de 45 mil vidas.

O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan acusa Damasco de permitir que rebeldes curdos tenham trânsito livre do norte da Síria e advertiu que Ancara não vai hesitar em combater os "terroristas". As informações são da Dow Jones.

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