Mortos por crise na Costa do Marfim chegam a 260, segundo missão da ONU

País vive crise desde as eleições de novembro, que tirou Gbabo do poder

Efe

20 de janeiro de 2011 | 18h26

ABIDJAN - O número de mortos em incidentes causados pela crise política na Costa do Marfim desde o segundo turno das eleições presidenciais, em 28 de novembro passado, chegou a 260, informou nesta quinta-feira, 20, a missão das Nações Unidas no país (Onuci).

 

Durante a entrevista coletiva semanal na capital financeira do país, a Onuci divulgou em comunicado de sua divisão de Direitos Humanos que se registraram outros 13 casos de mortes como consequência da violência no país.

 

"Estes novos casos elevam de 247 para 260 o número de mortos desde meados de dezembro passado", disse o diretor dessa divisão, Simón Munzu.

 

A Onuci contabiliza os mortos desde 16 de dezembro, quando as forças policiais e o Exército da Costa do Marfim, que apoiam o presidente de fato Laurent Gbagbo, cercaram o Hotel Golf, onde Alassane Ouattara, quem a ONU e a comunidade internacional reconhecem como governante eleito do país, instalou a sede de seu governo.

 

Munzu fez também uma chamada para que as forças de defesa e de segurança leais a Gbagbo "cessem os abusos contra a população civil".

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