Mortos por repressão na Síria chegam a 5 mil, dizem diplomatas

Ministro de Exteriores alemão pede união do Conselho de Segurança da ONU para impor sanções

Efe e Associated Press

12 de dezembro de 2011 | 20h03

 

NOVA YORK - O número de mortes causadas pela repressão na Síria já chega a 5 mil, informou nesta segunda-feira, 12, o ministro de Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle. As declarações do alemão foram feitas depois de uma reunião com a alta comissária para direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay.

 

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"Estou muito impressionado pelas atrocidades na Síria que ouvi. Foram mortas 5 mil pessoas: civis, pessoas que pedem liberdade e direitos humanos", disse o ministro alemão à imprensa. Navi Pillay relatará a situação na Síria ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

A alta comissária havia divulgado no dia 1º de dezembro que esse número seria de 4 mil, e alertado que o país árabe estava a caminho de uma guerra civil. Ela se encontrou com os membros do principal órgão internacional de segurança a pedido da França e seus parceiros ocidentais, que pressionam o Conselho de Segurança para que atue no país árabe.

 

De acordo com um diplomata presente na reunião, Navi disse durante o encontro que o número de vítimas provavelmente já ultrapassava a casa dos 5 mil, sem contar membros das forças de segurança e militares.

 

"Acho que é necessário que esses países do Conselho de Segurança que ainda duvidam e são reticentes mudem de opinião", afirmou Westerwelle, ao se referir a China e Rússia.

 

O Conselho de Segurança ainda não conseguiu aprovar uma resolução de condenação a Damasco devido à oposição destes dois países, que exerceram em outubro seu direito a veto neste órgão para se opor a um texto apresentado pelos europeus, enquanto Brasil, Índia, África do Sul e Líbano se abstiveram.

 

As revoltas contra o regime do presidente Bashar Assad começaram na Síria em março. O governo tem reprimido as manifestações de forma brutal e causado preocupações entre a comunidade internacional sobre a situação dos direitos humanos no país. 

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