Navesh Chitrakar/REUTERS
Navesh Chitrakar/REUTERS

Mortos por terremoto no Nepal já passam de 6.200, diz governo

Dificuldade de acessar áreas próximas do epicentro do tremor pode fazer número crescer; famílias de vítimas receberão US$ 1.377 do governo como indenização

O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2015 | 10h07

KATMANDU - O número de mortos no terremoto devastador do Nepal aumentou para mais de 6.200 e o de feridos para mais de 13 mil nesta sexta-feira, 1, com novos tremores secundários e o mau cheiro dos corpos em decomposição tornando mais difícil para que sobreviventes voltassem para suas casas.

A remoção de centenas de corpos que ainda estão sendo encontrados seis dias após o terremoto de magnitude 7,8 graus que devastou a nação do Himalaia de 28 milhões de pessoas se tornou um problema para as autoridades, que tinham ordenado cremações imediatas.


"Os necrotérios estão além da capacidade e recebemos instruções para incinerar corpos imediatamente após eles serem encontrados", disse Raman Lal, funcionário da força paramilitar indiana que trabalha em coordenação com as forças nepalesas.

O auxílio lentamente começa a chegar a cidades remotas e aldeias próximas a montanhas e colinas. Na capital, o forte cheiro de corpos presos sob os escombros dos edifícios derrubados torna difícil para os moradores voltarem para suas casas.

Muitos nepaleses têm dormido ao relento desde o terremoto de sábado passado. De acordo com as Nações Unidas, 600 mil casas foram destruídas ou danificadas.

O ministro das Finanças, Ram Sharan Mahat, disse que o Nepal precisa de pelo menos 2 bilhões de dólares para reconstruir casas, hospitais, escritórios do governo e edifícios históricos, e apelou para a ajuda dos doadores internacionais.

"Esta é apenas uma estimativa inicial e vai levar tempo para avaliar a extensão dos danos e calcular o custo de reconstrução", disse Mahat à Reuters.

Desaparecidos. A União Europeia (UE) afirmou nesta sexta que cerca de mil cidadãos europeus continuam sem ter sido localizados no Nepal após o terremoto. "Desconhecemos sua situação. Poderiam estar bem", disse em entrevista coletiva em Katmandu a embaixadora da UE no Nepal, Rensje Teerink, que não detalhou as nacionalidades destes europeus.

Teerink disse que a maioria dos cidadãos europeus não localizados são turistas que estavam na região montanhosa de Langtang, um parque natural muito popular entre os praticantes de caminhada que foi muito afetado pelo terremoto. Outra região onde estão os desaparecidos é Lukla, conhecida como a porta ao Everest.

Indenização. O governo do Nepal anunciou compensações de US$ 1.377 para as famílias dos mortos no terremoto, segundo uma fonte oficial. Cada família que tenha perdido alguém no terremoto receberá US$ 984 como compensação mais outros US$ 393 para realizar os ritos funerários, disse o ministro da Informação nepalês, Minendra Rijal.

Algumas regiões do país anunciaram compensações complementares às nacionais, como o distrito de Ramechhap, que dará aos familiares dos falecidos dez quilos de açúcar e um pacote de arroz, informou o Centro Nacional de Operação de Emergência do país asiático em sua conta no Twitter.

O Nepal ocupa a 157ª colocação de 187 posições no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU e a renda per capita é de US$ 750 segundo o Banco Mundial. / EFE e REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
Nepalterremototerremoto no Nepal

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.