Mortos por terremoto passam de 5,4 mil na Indonésia

Em meio à chuva, as equipes de resgate continuavam nesta segunda os esforços para tentar encontrar algum sobrevivente entre os escombros das casas destruídas pelo terremoto de 6,3 graus na escala Richter que atingiu no sábado as cidades de Yogyakarta e Bantul, na ilha indonésia de Java. O terremoto matou pelo menos 5.427 pessoas, segundo um balanço divulgado à noite pelo Ministério de Assuntos Sociais da Indonésia. Há menos esperança de encontrar alguém com vida, e a prioridade é ajudar os cerca de 200 mil desabrigados e 15 mil feridos.Os soldados começaram a distribuir pacotes de arroz aos chefes dos vilarejos destruídos pelo tremor, mas os sobreviventes disseram que a ajuda não era suficiente para alimentar as milhares de pessoas que permaneciam acampadas, ou mesmo ao relento, diante dos escombros de suas casas. "Temos 300 famílias neste vilarejo e conseguimos apenas dois sacos de arroz", disse Lastri, de 27 anos, segurando um bebê de 5 meses. Muitos desabrigados acusam o governo indonésio de ineficiência.Um avião fretado pelo Unicef (fundo das Nações Unidas para as crianças) aterrissou ontem perto da região atingida e caminhões da ONU foram carregados com alimentos, água, cobertores e artigos de higiene para serem entregues aos desabrigados. Mais de 22 países já contribuíram ou prometeram enviar ajuda para o país asiático, que já havia sido duramente afetado pelo tsunami de 24 de dezembro de 2004 - quando 170 mil pessoas morreram só na Indonésia.Os Estados Unidos, que prometeram US$ 2,5 milhões em ajuda, anunciaram que uma equipe de 100 médicos e enfermeiros militares também estava a caminho da Indonésia com equipamentos cirúrgicos, laboratoriais e dentários. A Organização Mundial de Saúde informou que estabelecerá um sistema de monitoramento de doenças para controlar o surgimento de moléstias infecciosas e ajudar a organizar campanhas de vacinação.O envio de ajuda foi facilitado hoje com a reabertura do aeroporto de Yogyakarta, danificado pelo terremoto.

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