Mortos por tremor na Nova Zelândia passam de 100

Há ao menos 228 desaparecidos em Christchurch e pouca esperança de se encontrar sobreviventes

, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2011 | 00h00

CHRISTCHURCH, NOVA ZELÂNDIA

Passou de cem o total de pessoas mortas no forte terremoto que atingiu a cidade de Christchurch - a segunda maior da Nova Zelândia - na terça-feira, informaram ontem as autoridades locais. "Até o momento, confirmamos a morte de 102 pessoas, enquanto 228 continuam desaparecidas", disse a jornalistas o ministro neozelandês de Defesa Civil, John Carter.

Pouco depois, a polícia informou que chegava a 113 o número de mortos confirmadas e advertiu que o número continuaria subindo à medida que avançassem as ações de resgate. "Não houve trabalho de resgate durante a madrugada", disse o superintendente Russell Gibson à TVNZ na madrugada de hoje (horário local).

A cidade de Christchurch foi atingida por um terremoto de 6,3 graus na escala Richter. O abalo causou extensa devastação na cidade. Equipes de países acostumados a terremotos, como Japão e Estados Unidos, enviaram cães farejadores e colocaram microfones em meio aos escombros para buscar sinais de vida, mas havia poucas esperanças de se encontrar sobreviventes.

As ruínas do que foi a sede da emissora Canterbury Television (CTV), e onde também funcionava uma escola de inglês para estrangeiros, parecem ter se tornado um necrotério. De lá foram retirados 47 corpos e muitos outros ainda estão sob os escombros.

"A cada poucas horas paramos e fazemos uma busca técnica por via das dúvidas, mas sendo realista, com base no que vimos até agora, não vamos ver ninguém vivo sair desse espaço", disse o chefe dos bombeiros Jim Stuart Black. Mais nenhum sobrevivente foi encontrado desde a tarde de quarta-feira em Christchurch. / REUTERS

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