Mortos por tufão nas Filipinas podem passar de 600

A Defesa Civil filipina estimou neste sábado que o total de mortos pelo tufão Durian pode passar de 600. Já foram recuperados 303 corpos e há cerca de 300 desaparecidos. Somente na província de Albay foram confirmadas 285 mortes. O Durian, o quarto tufão a atingir as Filipinas em três meses, chegou à costa filipina na quinta-feira, em meio a chuvas intensas e ventos de até 265 km/h. Cerca de 800 mil pessoas foram afetadas pela tempestade, segundo estimativas locais.Equipes do Exército e da Polícia uniram esforços para tentar salvar possíveis sobreviventes nas áreas mais afetadas pela enxurrada de barro provocada pela tempestade na província de Albay, 350 quilômetros a sudeste de Manila."Pouco a pouco a ajuda está chegando às áreas de acesso mais difícil por causa das inundações e deslizamentos", informou o governador de Albay, Fernando González. "No entanto, a situação piora porque os mantimentos estão se esgotando. Precisamos de mais alimentos e roupas para os desabrigados", acrescentou.González acrescentou que toda a província continua sem energia elétrica. O deslizamento de terra soterrou pelo menos seis aldeias vizinhas ao vulcão Mayon. Mais equipes de salvamento devem chegar à região, após o desbloqueio de várias estradas de acesso.A catástrofe natural atraiu a solidariedade internacional. Uma equipe de bombeiros espanhóis com cães adestrados chegará neste domingo a Albay com uma tonelada de suprimentos. A carga inclui remédios e um hospital de campanha."A equipe, integrada por oito voluntários de Bombeiros Unidos sem Fronteiras e dois cachorros, chegará a Manila e de lá voará num avião da Cruz Vermelha das Filipinas à região do desastre", disse o embaixador da Espanha na capital filipina, Ignacio Arguto.O governo do Canadá doou US$ 876 mil às vítimas do Durian. Já o Japão prometeu contribuir com US$ 173 mil.Geografia desfavorávelO arquipélago, condenado por uma geografia desfavorável e assolado pela pobreza, há muito vem tentando minimizar os danos causados pelos cerca de 20 tufões que atingem a região todos os anos. Apesar de uma série de medidas tomadas pelo governo filipino, persiste no país um alto grau de mortalidade e destruição.A localização das Filipinas, na região noroeste do Pacífico, deixa o país exposto ao maior gerador de tufões do mundo, segundo meteorologistas."Com freqüência, somos os primeiros a enfrentar os tufões antes que eles prossigam para a China, Taiwan e Japão", explicou Thema Cinco, especialista em clima do centro meteorológico das Filipinas.Entre 2001 e 2005, 2.892 pessoas morreram e 909 outras desapareceram na ocorrência de tufões e outras tempestades, que causaram danos estimados em US$ 521 milhões, segundo o Conselho Nacional de Coordenação de Desastres.

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