REUTERS/Khalil Ashawi
REUTERS/Khalil Ashawi

Moscou diz que forças da Rússia e da Síria interromperam ataques aéreos em Alepo

Objetivo da medida é permitir que rebeldes e civis saiam da cidade; na segunda-feira, dezenas de pessoas morreram em novos bombardeios do regime sírio e aliado russo

O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2016 | 10h33

MOSCOU - As Forças Aéreas da Rússia e da Síria interromperam todos os ataques aéreos em Alepo dois dias antes de uma planejada pausa nos bombardeios. O objetivo é permitir que rebeldes e civis saiam da cidade, disse nesta terça-feira, 18, o ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu.

Moscou havia feito uma promessa na segunda-feira em que suspenderia os ataques durante oito horas na quinta-feira. Em um encontro televisionado com autoridades militares, Shoigu disse que os bombardeios foram interrompidos às 10h locais desta terça-feira para ajudar a garantir a segurança de seis corredores de retirada de civis e preparar a remoção de doentes e feridos do leste de Alepo.

O grupo de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) disse que aviões de guerra russos lançaram ataques pesados em Alepo no início desta terça-feira, mas que tudo estava tranquilo desde então.

Shoigu afirmou que agora a Rússia espera que os militantes partam de Alepo com suas armas através de dois corredores especiais, um pela Estrada Castello e outro próximo do mercado de Al-Khai Souq. As tropas sírias irão recuar para permitir que os militantes saiam sem ser incomodados, prometeu o ministro.

Especialistas militares se reunirão em Genebra na quarta-feira para começar a trabalhar na separação de "terroristas" da oposição moderada da Síria, disse Shoigu, acrescentando que analistas russos já chegaram à cidade.

Na segunda-feira, dezenas de civis morreram em novos bombardeios do regime sírio e de seu aliado russo contra os bairros de Alepo, ataques que podem constituir "crimes de guerra", segundo a União Europeia (UE).

Antiga capital econômica do país, Alepo é atualmente uma cidade devastada pelos intensos bombardeios e ataques das forças do governo de Bashar Assad, que buscam se apoderar da parte leste da cidade.  / REUTERS e AFP

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