Moscou é cidade mais cara do mundo; São Paulo sobe ao 25o lugar

Moscou é a cidade mais cara do mundopara trabalhadores estrangeiros, com um custo de vida cerca de40 por cento maior do que Nova York, revelou uma pesquisa naquarta-feira. Já São Paulo subiu da 62a para a 25a posição,igualando-se a Atenas e Amisterdã e superando Madri. Tóquio ultrapassou Londres e assumiu a segunda posição noranking anual elaborado pela consultoria em recursos humanosMercer, que mede o custo de mais de 200 itens em 143 cidades.Já Oslo, impulsionada pelos petrodólares da Noruega, subiu seispostos para assumir o segundo lugar Na lista, a capital paraguaia Assunção é tida como a cidadecom menor custo de vida, ocupando o último lugar. A campeã Moscou atingiu o índice de 142,4 pontos emcomparação a Nova York, cidade mais cara dos Estados Unidos eusada como parâmetro, com um índice de 100 pontos. Neste ano, ocusto de vida nova-iorquino caiu da 15a para a 22a posição. São Paulo subiu de 82,8 pontos em 2007 para 97 pontos nesteano. O Rio de Janeiro, que somou 95,2 pontos, subiu da 64a paraa 31a posição, igualando-se a Barcelona e a Estocolmo. Apesar de consumidores em todo o mundo sentirem o impactoda alta da inflação, fatores cambiais e diferenças econômicasresultaram em que esse impacto fosse mais sentido em algunspaíses. "Nossa pesquisa confirma a tendência global de aumento depreços de certos alimentos e da gasolina, apesar de o aumentonão ser consistente em todas as regiões", disse Yvonne Traber,pesquisadora e gerente na Mercer. A consultoria afirmou que o câmbio foi responsável porgrande parte das mudanças no ranking, com o euro, o real ediversas outras moedas valorizando-se frente ao dólar. Países com alto índice de crescimento econômico tambémviram um grande aumento no custo de vida relativo, com SãoPaulo e Istambul, na Turquia, entre as cidades que apresentaramos maiores saltos no ranking. A Mercer disse que sua pesquisa -- que monitora itens quevão de aluguéis a vestuário, transporte e entretenimento --serve como parâmetro para companhias multinacionais e governosdeterminarem o valor de pagamentos a seus empregados noexterior. (Por William Kemble-Diaz)

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