AP Photo/Pavel Golovkin
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Moscou inaugura estátua em homenagem ao inventor do fuzil kalashnikov

Escultura de metal, de mais de sete metros de altura, representa Mikhail Kalashnikov com um AK-47, a arma que ele projetou em 1947

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2017 | 12h02

MOSCOU - Uma imponente estátua do engenheiro soviético Mikhail Kalashnikov, inventor do famoso fuzil que leva seu nome, falecido em dezembro de 2013, foi inaugurada nesta terça-feira em Moscou e as autoridades destacaram uma "marca cultural da Rússia".

Em pleno centro da capital do país, a escultura de metal, de mais de sete metros de altura, representa Mikhail Kalashnikov com um AK-47, a arma que ele projetou em 1947 e da qual foram fabricadas, segundo estimativas, mais de 100 milhões de exemplares em todo o mundo.

Kalashnikov "encarnava os melhores traços do homem russo: um talento natural extraordinário, a simplicidade, a integridade e a organização", declarou o ministro da Cultura, Vladimir Medinski, que chamou o rifle criado por MK de "verdadeira marca cultural da Rússia". 

Kalashnikov morreu em 23 de dezembro de 2013 após uma longa batalha contra uma doença, aos 94 anos, e foi enterrado com honras em um grande monumento militar perto de Moscou, na presença do presidente Vladimir Putin e de outras autoridades russas. 

Nascido em 10 de novembro de 1919 em uma localidade da Sibéria, Mikhail Kalashnikov permaneceu ativo até um ano antes de sua morte. 

O kalashnikov, uma arma robusta e barata, se tornou o símbolo da luta armada pela independência e aparece em várias bandeiras, incluindo a de Moçambique e a do movimento xiita libanês Hezbollah. 

Kalashnikov não recebeu nenhum dinheiro com a venda dos AK-47, utilizados pelos exércitos de mais de 80 países. 

A empresa Kalashnikov, em decadência no momento da morte do engenheiro, passou por uma profunda modernização com o auxílio do poder público, que anunciou este ano a transferência da maior parte do capital para investidores privados. 

A empresa se concentrou nas exportações e em melhorar sua imagem, com a abertura de lojas para a venda de produtos derivados. / AFP

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