Moscou mantém posição favorável ao Irã

A Rússia avisou que não vai aderir a um possível ultimato internacional ao Irã e defendeu "o diálogo, e não as sanções e o isolamento" como forma de reagir a "países que suscitam incertezas". "Levamos em conta as lições do passado e não podemos nos unir a um ultimato que prenderá todos em atoleiros" disse hoje Serguei Lavrov, ministro de Relações Exteriores da Rússia. O chefe da diplomacia russa não mencionou diretamente o Irã nem seu programa nuclear. Ele preferiu se referir a "países cuja política suscita incertezas e gera descontentamento" na comunidadeInternacional. "Mas vivemos num só mundo e devemos buscar as soluções pelo diálogo e não pelo isolamento", disse, num discurso para os estudantes da Academia Diplomática, em Moscou. Pouco antes, o porta-voz oficial da diplomacia russa, MikhailKaminin, havia lamentado o fato de que o Irã não suspendeu oenriquecimento de urânio na data exigida pela Resolução 1696 doConselho de Segurança da ONU.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.