Motim em presídio de Cancún deixa três mortos e 17 foragidos

O motim desta sexta-feira em um presídio de Cancún, no México, terminou com saldo de três mortos a tiros, 21 feridos e 17 foragidos, depois de a Polícia controlar a revolta e capturar 63 fugitivos.Inicialmente, fontes da Procuradoria Geral de Justiça de Quintana Roo informaram que tinham morrido quatro pessoas. Algumas emissoras chegaram a falar de seis mortos, citando informações não oficiais. Em entrevista coletiva, o prefeito de Cancún, Francisco Alor Quesada, e o governador do estado de Quintana Roo, Félix González Canto, anunciaram o fim do motim iniciado no começo da manhã. O motivo foi a transferência de um detido conhecido como "Poderoso Chefão" e que era considerado um dos mais influentes do local."O principal era restabelecer a segurança", disse aos jornalistas González Canto. As autoridades revelaram que o "Poderoso Chefão", cujo nome verdadeiro é Marcos Adelaido Gallegos Fuentes, estava há seis anos na penitenciária cumprindo uma pena de 17 anos por estupro de menores.Aparentemente, pelo menos 200 presos se amotinaram quando souberam que Gallegos Fuentes seria levado a um centro de readaptação social com medidas de segurança mais rígidas. Os detidos começaram o motim com a fuga de 80 deles, que derrubaram uma grade. Os que ficaram subiram ao teto da prisão com pedras e paus para protestar contra os diretores.Alor Quesada disse à emissora "W Radio" que a maioria dos fugitivos foi capturada nas ruas porque sua tentativa de fuga coincidiu com uma mudança de guarda. Portanto, havia o dobro de vigilância.A prisão tem capacidade para cerca de 500 presos, mas calcula-se que esteja abrigando mil atualmente. Além disso, entre eles estavam alguns considerados perigosos, apesar de ela ter sido construída apenas para prisioneiros condenados por crimes menores.Durante a negociação, segundo o governador González Cantos, os presos receberam garantias de segurança, de que não haveria represálias e de que seriam mantidas as atividades de lazer.

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