Motociclistas holandeses lutam contra o EI no Iraque

Procurador-Geral diz que não existe mais punição para cidadãos que se unem a forças estrangeiras, desde que não contra a Holanda

O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 14h45

O Procurador-geral holandês disse nesta quinta-feira, 16, que membros de gangues de motociclistas que se uniram a milícias curdas para combater o Estado Islâmico (EI) no Iraque não estão necessariamente cometendo um crime. "Unir-se a uma força armada estrangeira era passível de punição, agora não é mais proibido", disse à agência France Presse o porta-voz do Ministério Público, Wim de Bruin. "Só não se pode entrar em confronto com a Holanda."

De Bruin se pronunciou após relatos de que motociclistas holandeses da gangue Render-se Nunca estavam combatendo insurgentes do EI ao lado dos curdos no norte do Iraque.

O chefe do Render-se Jamais, Klaas Otto, disse a uma emissora estatal que três membros que viajaram para as imediações de Mossul, no norte do Iraque, eram das cidades holandesas de Amsterdã, Rotterdã e Breda.

Uma fotografia em uma conta do Twitter curda holandesa mostra um holandês tatuado chamado Ron em farda, segurando um rifle Kalashnikov sentado ao lado de um camarada curdo.

Imagens de um vídeo supostamente de uma emissora curda mostram um homem europeu armado com combatentes curdos dizendo em holandês: "Os curdos estão sob pressão há muito tempo".

Muitos países incluindo a Holanda têm tentado reprimir o fluxo de civis que tentam se unir aos jihadistas do EI que controlam boa parte do território no norte do Iraque e da Síria. Medidas incluem confiscar passaportes de prováveis jihadistas antes de viajar e ameaçar processo se voltarem. "A grande diferença com o EI é que o grupo é classificado como terrorista", disse De Bruin. "Isso significa que até se preparar para se unir ao EI é passível de punição."

Cidadãos holandeses, no entanto, não podem se unir ao Partido Trabalhista Curdo (PKK), já que é considerado uma organização terrorista por Ancara e boa parte da comunidade internacional, segundo o procurador-geral holandês. "Mas isso está ocorrendo muito longe de nós, então, vai ser muito difícil provar." / AFP

 

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