AFP PHOTO / SHAH MARAI
AFP PHOTO / SHAH MARAI

Dois funcionários da imprensa estão entre as vítimas do atentado em Cabul

Motorista da emissora pública britânica BBC e funcionário especializado em tecnologias da informação do canal afegão ToloTV morreram no ataque; ao menos outros seis funcionários de veículos de comunicação ficaram feridos

O Estado de S.Paulo

31 Maio 2017 | 08h26
Atualizado 31 Maio 2017 | 15h07

CABUL - Pelo menos dois trabalhadores de meios de comunicação afegãos e internacionais estão entre as 80 vítimas do atentado na capital do país e outros seis fazem parte da lista de 350 feridos no atentado ocorrido nesta quarta-feira, 31, perto do Palácio Presidencial em Cabul.

A rede pública britânica "BBC" confirmou em um comunicado a morte de um dos seus motoristas, identificado como Mohamed Nazir, que teria entre 30 e 40 anos, que no momento do ataque transportava vários repórteres para o escritório da emissora na capital afegã.

"Além disso, quatro jornalistas da BBC ficaram feridos e foram tratados em hospitais. Não acreditamos que seus ferimentos suponham um perigo para as suas vidas", detalhou o departamento de imprensa da rede na nota, sem identificar a nacionalidade dos funcionários feridos.

Nazir trabalhava há mais de quatro anos para o serviço afegão da BBC, era casado e tinha filhos, de acordo com Francesca Unsworth, diretora da BBC World.

O canal afegão "ToloTV" perdeu um funcionário especializado em tecnologias da informação, que foi identificado como Aziz Navin na sua conta oficial do Twitter.

Também ficaram feridos na ação dois trabalhadores da televisão local "1TV", indicou na mesma rede social um dos repórter desta emissora, Zakarya Hassani.

Vários meios de comunicação e jornalistas de meios nacionais e internacionais compartilharam nas redes sociais fotografias de vidros quebrados e danos à mobília nos seus escritórios ou moradias causados pela forte explosão.

O atentado com carro-bomba deixou pelo menos 80 mortos e 350 feridos em uma zona de segurança de Cabul perto do Palácio Presidencial, onde ficam localizadas várias embaixadas e edifícios do governo, segundo o Ministério de Saúde Pública do Afeganistão - o balanço das vítimas pode ser ainda maior, já que os serviços de resgate ainda estão retirando corpos dos escombros.

A potente detonação, que foi ouvida em várias zonas da cidade, ocorre no mês sagrado de Ramadã e em plena hora de muito movimento nos escritórios, já que durante esta época as pessoas entram uma hora mais tarde para trabalhar.

Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria da ação, mas os dois últimos ataques de envergadura com bomba em Cabul, o último deles no começo de mês e ocorrido também na área diplomática, foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI). / EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.