Moussaoui não conspirou com terrorista do sapato bomba

Advogados de defesa encerraram sua participação no julgamento de Zacarias Moussaoui nesta quinta-feira depois que promotores admitiram que não há evidências de que ele e o homem do sapato bomba, Richard Reid, teriam planejado seqüestrar um avião durante os ataques de 11 de setembro, como o réu afirma. Em suas considerações finais, a defesa apresentou um comunicado no qual o governo afirma que não há indícios de que os líderes da Al-Qaeda instruíram Reid a trabalhar com Moussaoui em uma operação terrorista. Reid cumpre prisão perpétua em uma penitenciária do Colorado por tentar detonar um explosivo em um avião que sobrevoava o Atlântico em 2001, quando a aeronave da American Airlines viajava de Paris para Miami com 197 passageiros. Moussaoui disse no mês passado que ele e Reid tinham planejado seqüestrar um avião em 11 de setembro de 2001 para atirá-lo contra a Casa Branca, apesar de ter negado qualquer participação direta nos atentados durante muitos anos. Os advogados esperam que o comunicado ajude a reforçar o argumento de que Moussaoui está mentindo sobre seu papel nos ataques para inflar seu lugar na história. Finalmente, a defesa apresentou evidências de que seis militantes da Al-Qaeda com papéis diretos no planejamento do 11 de setembro, incluindo o mentor Khalid Shaikh Mohammed e Ramzi Binalshibh, estão sob custódia nos Estados Unidos e não foram indiciados. Os promotores iniciaram seus argumentos finais com o testemunho do psiquiatra Raymond Patterson, que examinou Moussaoui e discordou das afirmações de médicos que diagnosticaram o réu como esquizofrênico. Segundo o júri, Moussaoui pode ser sentenciado à pena de morte, por causa de seus depoimentos falsos para o FBI sobre os planos terroristas que causaram a morte de pelo menos uma pessoa nos atentados de 11 de Setembro.

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