Moussaoui teve infância sofrida, diz assistente social

Uma testemunha chamada pelos advogados de defesa em uma tentativa de poupar a vida de Zacarias Moussaoui disse que o réu veio de um lar desfeito, no qual sua mãe foi espancada repetidas vezes, e que sua família tem um histórico de doenças mentais. A assistente social Jan Vogelsang afirmou que Moussaoui passou por vários orfanatos durante os primeiro seis anos de sua vida. Segundo ela, quando adolescente na França, ele foi taxado como um "árabe sujo" pela família de sua namorada, com quem ele morou e até ganhou concursos de dança. Jan disse no começo de seu testemunho que não pretendia inventar desculpas para as ações de Moussaoui como um terrorista mas queria explicar como ele chegou a esse ponto. Moussaoui, nascido na França e de ascendência marroquina, estava preso durante os ataques do 11 de setembro. Para o júri que decidirá a sentença do membro assumido da Al-Qaeda, as mentiras que ele contou aos agentes federais um mês antes dos ataques impediu que as autoridades identificassem os seqüestradores. Os jurados consideraram que ele foi responsável por pelo menos uma morte naquele dia, o que o qualifica para ser executado. Agora eles devem decidir se Moussaoui merece a pena de morte ou a prisão perpétua. Moussaoui foi para o banco das testemunhas na quinta-feira para se defender pela segunda vez. O depoimento prejudicou seu caso ainda mais. Ele falou sobre as mortes e a destruição dos ataques e zombou dos testemunhos das vítimas e suas famílias.

Agencia Estado,

17 Abril 2006 | 19h54

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