Movimento de Grillo é reação a personalismo

Uma reação em rede ao personalismo na política italiana, do qual Silvio Berlusconi é o maior exemplo, pode ser a explicação para o fenômeno Beppe Grillo, líder do Movimento 5 Estrelas (M5S) e surpresa das urnas.

ROMA, / A.N., O Estado de S.Paulo

04 de março de 2013 | 02h08

Usando a internet para estimular a participação de pessoas comuns, os militantes sonham com democracia direta e com o fim dos feudos que dominaram o país nas últimas três décadas.

O embrião do M5S foi criado em 2005 por jovens e intelectuais que usavam a internet como "laboratório democrático" para divulgar ideias marcadas por populismo e euroceticismo.

Em 2008, o grupo participou pela primeira vez de eleições municipais. Em 2012, quando o espectro da sucessão de Mario Monti ficou claro, o M5S se lançou às eleições nacionais.

Sob a liderança carismática de um comediante, Grillo, o sucesso da agremiação foi estrondoso. O grupo conta com oito milhões de eleitores, que tornaram o M5S o maior partido da Itália.

Seus 109 deputados e 54 senadores eleitos têm média etária de 37 anos - inferior à média geral - e mais estudo: 88% dos eleitos concluíram o ensino superior, mais do que os 67% do PDL de Silvio Berlusconi. Ele também é mais paritário do que o normal: 38,5% dos eleitos são mulheres.

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