Movimento homofóbico ganha força na Itália

O movimento italiano Sentinelle in Piedi (Vigilantes de Pé), que organiza concentrações nas praças para protestar contra o casamento entre homossexuais, começou a causar polêmica e afirmou ontem que está sendo alvo de ataques.

ROMA, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2014 | 02h03

A denúncia coincidiu com o anúncio do ministro do Interior italiano, Angelino Alfano, de que anulará todos os casamentos gays realizados fora da Itália e registrados em vários municípios do país.

Nos protestos realizados pelos Sentinelle não há palavras de ordem nem cantos como em outras manifestações, e seus participantes se mantêm de pé, a um metro de distância um do outro, em silêncio.

Os integrantes apresentam-se como um grupo de resistência pacífica de cidadãos livres que forma, desde o ano passado, "uma rede apolítica e não confessional" na qual a participação é voluntária.

No domingo, os Sentinelle in Piedi convocaram reuniões em praças de 70 cidades italianas embora, segundo comunicaram ontem, "grupos agressivos gritassem insultos contra os que defendiam a liberdade de expressão de todos".

Seus integrantes acusam os meios de comunicação de "destruir a ideia de família". / EFE

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