AFP PHOTO | ORLANDO POLICE DEPARTMENT
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Movimento LGBT convoca vigília em São Paulo por vítimas de massacre na Flórida

Grupo se reunirá no vão livre do Masp a partir das 18h

William Castanho, O Estado de S. Paulo

12 Junho 2016 | 15h07

Ativistas do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis (LGBT) de São Paulo marcaram para as 18h uma vigília em homenagem às vítimas do atentado em uma boate gay de Orlando, nos Estados Unidos, onde 50 pessoas morreram e 53 ficaram feridas. O ato começa será realizado no Masp, na Avenida Paulista.

Um evento foi criado no Facebook chamado de Vigília pelas Vítimas de LGBTfobia. Em sua descrição, o grupo afirma que o ato será realizado em homenagem às vítimas “tanto do massacre em Orlando, na Pulse, quanto por todas as vítimas no mundo todo e em especial no Brasil que segue como um dos país que mais mata por transfobia, lesbofobia, bifobia e homofobia no mundo”. Os participantes devem levar velas.

Uma das organizadoras do ato, a ativista Majú Giorgi, do movimento Mães Pela Diversidade, disse que, diante do atentado, “não dá mais para banalizar a homofobia”. “As pessoas estão morrendo, e nós, como campeões mundiais de mortes por violência homotransfóbica, temos a obrigação de levantar esta bandeira”, afirmou. Ela disse que a ideia surgiu espontaneamente de ativistas de São Paulo e seu grupo de mães e pais de homossexuais aderiu ao ato.

Majú ainda critica o fundamentalismo religioso. “Apesar de as forças conservadoras tentarem desqualificar a LGBTfobia dizendo que amam o pecador, todos nós sabemos que não é bem assim. No meu caso, me coloco no lugar dos pais das vítimas. Podia ser meu filho, então não vou me calar”, disse a ativista. “Não dá mais para fingir que não existe. Podia ter sido aqui, onde o fanatismo religioso cresce debaixo dos nossos olhos, onde negociatas a céu aberto são feitas no Congresso Nacional com os direitos da população LGBT."

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