REUTERS/Ivan Alvarado
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MP da Venezuela abre investigação sobre ataque de helicóptero

Procuradoria anunciou que analisa o caso horas depois de a aeronave ser localizada em uma cidade do Estado de Vargas, perto da capital Caracas; Óscar Pérez, agente da polícia científica identificado como piloto rebelde, continua foragido

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2017 | 10h21

CARACAS - O Ministério Público da Venezuela anunciou na quarta-feira a abertura de uma investigação sobre o ataque com disparos e granadas realizado de um helicóptero da polícia científica contra as sedes do Ministério do Interior e do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) em Caracas.

"O Ministério Público investiga a subtração de um helicóptero do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Cicpc) e o posterior ataque cometido em 27 de junho contra o Ministério do Poder Popular para Relações Interiores, Justiça e Paz e o TSJ", afirma o comunicado da procuradoria.

O Ministério Público informou da abertura da investigação horas depois da aparição em uma cidade do Estado de Vargas (próximo a Caracas) do helicóptero que foi utilizado no ataque, que foi classificado como "terrorista" pelo governo.

Um agente da polícia científica - que se encontra foragido desde o incidente - reivindicou a ação no Instagram com um vídeo em que manifesta sua intenção de derrubar o governo do presidente Nicolás Maduro junto com uma "coalizão" de militares e civis, da qual não houve informação após o ataque.

A Venezuela ditou uma ordem internacional de captura contra o policial, identificado como Óscar Pérez e cuja casa foi revistada pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) pouco depois de sua ação. Segundo informações do governo, Pérez sequestrou o helicóptero para disparar depois contra o Ministério do Interior e lançar quatro granadas - das quais três explodiram - contra o Supremo.

Uma fotografia divulgada na internet mostra um homem mascarado a bordo do aparelho pilotado por Pérez mostrando no ar um cartaz com a frase "Liberdade" e o número 350, em referência ao artigo da Constituição venezuelana que prevê a falta de reconhecimento do governo que não respeite as garantias democráticas.

A Venezuela está imersa em uma grave crise política, econômica e social e convive há quase três meses com manifestações quase diárias que exigem ao presidente Maduro a convocação imediata de eleições. / EFE

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