EFE/Cristian Hernández
EFE/Cristian Hernández

MP da Venezuela denuncia general por 'graves' violações de DH

Ex-comandante da Guarda Nacional Bolivariana enfrenta acusações por 'graves e sistemáticas violações aos direitos humanos'

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2017 | 20h19

CARACAS - A Procuradoria venezuelana denunciou um general da Força Armada por supostas violações de direitos humanos durante quase três meses de protestos opositores contra o presidente Nicolás Maduro, informou o organismo nesta quinta-feira, 29.

O general Antonio Benavides Torres, que até o dia 20 foi comandante da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), enfrenta acusações por "graves e sistemáticas violações aos direitos humanos", segundo um boletim do Ministério Público.

O oficial deverá comparecer a uma audiência na próxima quarta-feira, acrescenta a a denúncia. 

Trata-se do militar de mais alta patente a ser acusado por supostos abusos durante as manifestações nas quais, de acordo com a Procuradoria, morreram 23 pessoas aparentemente pelas mãos de policiais e militares.

Benavides Torres foi retirado do cargo por Maduro um dia depois da morte de Fabián Urbina, um manifestante de 17 anos que levou um tiro à queima-roupa de um militar em meio a um protesto perto da base aérea La Carlota, em Caracas.

A Guarda Nacional, um dos componentes da Força Armada, e a Polícia Nacional são as duas instituições encarregadas de conter as manifestações, que já deixaram 79 mortos e centenas de feridos e detidos.

A oposição assinala Benavides Torres e o ministro do Interior, general Néstor Reverol, como os maiores repressores nas marchas que exigem a saída de Maduro mediante eleições gerais.

O presidente socialista colocou Benavides Torres à frente de um órgão público da capital.

Ao anunciar a denúncia, a Procuradoria informou que realiza 450 investigações por violações de direitos fundamentais, incluindo lesões causadas pelas forças de segurança a 853 pessoas.

Também foi "evidenciado o emprego excessivo da força no uso de armas de fogo não autorizadas, tratamentos cruéis e torturas a pessoas detidas, assim como invasões sem ordem judicial e danos à propriedade", acrescentou este órgão investigador. / AFP 

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