MSF diz que 3.600 sírios tiveram sintomas neurotóxicos

Cerca de 3.600 pacientes com "sintomas neurotóxicos" inundaram três hospitais da Síria no dia dos supostos ataques com armas químicas, sendo que 355 deles morreram, disse a organização Médicos Sem Fronteiras neste sábado, 24. Todas as vítimas chegaram em um período de menos de três horas.

FERNANDO TRAVAGLINI, Agência Estado

24 de agosto de 2013 | 13h32

De acordo com o diretor de operações do Médicos Sem Fronteiras, Bart Janssens, o padrão de eventos e os sintomas relatados "indicam fortemente a exposição em massa a um agente neurotóxico".

"As equipes médicas que trabalham nesses locais forneceram informações detalhadas ao MSF sobre um grande número de pacientes que chegaram com sintomas como convulsões, excesso de saliva, pupilas comprimidas, visão turva e dificuldades respiratórias", disse ele.

A declaração segue alegações de que até 1.300 pessoas foram mortas em ataques químicos maciços perto de Damasco, na quarta-feira. Grupos de oposição acusam as forças do presidente Bashar Assad pela ação.

O governo sírio negou veementemente as acusações, mas inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) já estão no país para visitar os locais dos alegados ataques. Fonte: Dow Jones Newswires.

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