STRINGER|REUTERS
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MSF denuncia ataque a seu hospital no Iêmen

Ataque deixou vários feridos; é a segunda vez este mês que uma instalação do MSF é atingida em uma zona de guerra, depois que outro hospital, na cidade afegã de Kunduz, foi atingida por um bombardeio americano

O Estado de S. Paulo

27 Outubro 2015 | 14h26

DUBAI - Um hospital iemenita dirigido pelo grupo de ajuda humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi atingido por um ataque aéreo liderado pela Arábia Saudita, disse o grupo nesta terça-feira, 27, no mais recente atentado contra um alvo civil em sete meses de campanha de bombardeios no Iêmen."A instalação de MSF em Saada, no Iêmen, foi atingida por vários ataques aéreos na noite passada, quando havia pacientes e funcionários no local”, disse o grupo em um tuíte nesta terça-feira.

É a segunda vez este mês que uma instalação do MSF é atingida em uma zona de guerra. Seu hospital na cidade afegã de Kunduz foi bombardeado pelas forças dos Estados Unidos no dia 3, o que resultou na morte de cerca de 30 pessoas.

Segundo a agência de notícias estatal iemenita Saba, administrada pelos houthis, grupo aliado do Irã que vem sendo alvo dos ataques da coalizão, o diretor do Hospital Heedan informou que várias pessoas ficaram feridas no bombardeio. 

"Os ataques aéreos causaram a destruição de todo o hospital, com tudo o que estava lá dentro, equipamentos e suprimentos médicos, e ferimentos moderados em várias pessoas", disse o médico Ali Mughli.

A Saba afirmou que outros bombardeios atingiram uma escola para meninas nas proximidades e danificaram várias casas de civis.

Não foi possível confirmar imediatamente a informação, e um porta-voz da coalizão não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

A Arábia Saudita e outros países árabes do Golfo Pérsico intervieram na guerra civil no Iêmen no fim de março para reconduzir ao poder o governo iemenita, apoiado pela Arábia Saudita, mas após sete meses de bombardeios os houthis ainda controlam a capital, Sanaa.

Grupos de defesa dos direitos humanos têm manifestado preocupação com o crescente número de mortes causadas ​​pelo bombardeio e combates terrestres nesse país pobre.

Mais de 5,6 mil pessoas morreram no conflito e o enviado pela Organização das Nações Unidas para buscar uma saída pela diplomacia ainda não conseguiu uma solução política ou a desaceleração do ritmo dos combates. / REUTERS

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