Reuters
Reuters

Mubarak deve ser transferido da prisão para hospital

Nas últimas horas, o ex-presidente egípcio precisou ser submetido a respiração artifical cinco vezes

Reuters, REUTERS

06 de junho de 2012 | 14h03

CAIRO - A saúde de Hosni Mubarak se deteriorou desde que o ex-presidente egípcio foi enviado para a prisão no sábado, 2. Ele provavelmente será transferido para um hospital, informou a agência de notícias estatal MENA nesta quarta-feira, 6.

Veja também:

link Estado de saúde de Mubarak piora após visita da família e pena de prisão perpétua

link Egípcios protestam para 'recuperar' sua revolução

Mubarak, 84 anos, foi condenado à prisão perpétua por sua participação na morte de centenas de manifestantes durante a revolta popular no ano passado. Ele foi transferido para a prisão Tora, no Cairo.

Mubarak teve de ser submetido a respiração artificial cinco vezes nas últimas horas, e os médicos que o estão tratando recomendaram que ele seja transferido para um hospital militar ou de volta para o centro médico onde estava antes de sua condenação, disseram autoridades de segurança.

"Fontes oficiais viram como provável a possibilidade de sua transferência para um hospital militar ... com base numa recomendação médica dos médicos que o estão tratando", disse a agência estatal MENA.

Uma comissão médica do Ministério do Interior visitou Mubarak e concluiu que ele havia sofrido várias "crises cardíacas" e que a sua saúde está se deteriorando, afirmaram fontes de segurança à Reuters.

O relatório da comissão disse que se a prisão não estiver preparada para lidar com Mubarak, então ele deve ser transferido.

O líder deposto estava sofrendo de choque nervoso e um aumento na pressão arterial, relatou a MENA, resumindo as conclusões de uma equipe médica que o examinou. Ele está atualmente na unidade de terapia intensiva dentro da prisão. 

Mais conteúdo sobre:
primavera árabeEGITOMUBARAK

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.