Mubarak é sentenciado à prisão perpétua no Egito

O ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, foi sentenciado à prisão perpétua na madrugada deste sábado por não ter evitado a morte de manifestantes durante a revolução egípcia ocorrida em 2011 e que o forçou a deixar o poder. Porém, ele e seus filhos foram absolvidos das acusações de corrupção em um veredicto confuso, que rapidamente provocou uma nova onda de confrontos nas ruas do Egito.

AE, Agência Estado

02 de junho de 2012 | 09h52

Aos 84 anos e após governar o Egito por três décadas, o primeiro líder árabe a ser julgado em seu próprio país, foi levado de helicóptero da academia de polícia onde ocorreu o julgamento para a prisão de Torah, no Cairo, onde seus filhos e membros de seu regime aguardam sentenças

As acusações contra o ex-presidente relacionadas à morte dos manifestantes eram passíveis de uma sentença de morte, mas o juiz optou por mantê-lo na prisão pelo resto da vida. À sentença cabe apelo.

Do lado de fora da corte, inicialmente a reação foi de júbilo quando a condenação foi anunciada. Mas rapidamente o cenário ficou tenso e tumultuado. Houve confrontos entre opositores, policiais e simpatizantes de Mubarak nos arredores da corte.

O veredicto contra Mubarak ocorre poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais no Egito, marcadas para os dias 16 e 17 de junho, na qual disputam o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi, e o ex-premiê da era Mubarak, Ahmed Shafiq, aliado próximo do presidente deposto. As informações são da Associated Press.

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