Khaled Elfiqi/Efe
Khaled Elfiqi/Efe

Mubarak não pode ser transferido para prisão comum, diz Promotoria

Hospital não tem condições para recever ex-presidente egípcio, que está em Sharm el-Sheik

Efe

31 de maio de 2011 | 18h24

CAIRO - A Promotoria Geral do Egito anunciou nesta terça-feira, 31, que o ex-presidente Hosni Mubarak não poderá ser transferido para uma prisão nos subúrbios do Cairo porque seu estado de saúde é crítico e instável. A decisão foi tomada depois que uma equipe médica examinou o ex-ditador e avaliou as instalações do presídio para onde ele seria levado.

 

Veja também:

especialInfográfico: A lenta agonia de Hosni Mubarak

blog Arquivo: A era Mubarak nas páginas do Estado

lista Perfil: 30 anos de um ditador no poder

 

Atualmente, Mubarak se encontra em um hospital no balneário de Sharm el-Sheik, na Península do Sinai, para onde foi junto de sua família logo após anunciar sua renúncia, no dia 11 de março, depois de 18 dias de revoltas populares contra seu regime, que já durava 30 anos.

 

O comitê de especialistas julgou que o setor médico da prisão de Tora não tem condições de receber o ex-presidente. A equipe afirmou que Mubarak sofre com repetidas crises de hipotensão e carece de fluxo regular de sangue, o que causa falta de consciência temporal. Todas essas enfermidades decorrem da imensa pressão psicológica à qual ele foi submetido, disseram os especialistas.

 

Ainda de acordo com os médicos, Mubarak se encontra deprimido e em estado debilitado, que não o permite levantar da cama sem ajuda. No comunicado divulgado nesta terça, eles pedem que uma equipe seja destacada para acompanhar o ex-ditador em Sharm el-Sheik, onde está desde 12 de abril, quando sofreu um enfarte durante um interrogatório.

 

Na prisão de Tora, para onde seria transferido, estão os dois filhos de Mubarak, assim como vários ex-ministros e dirigentes do Partido Nacional Democrático, que era chefiado pelo ex-presidente. Tanto ele quando seus filhos são acusados de abuso de poder, enriquecimento ilícito e de ordenar os ataques contra os manifestantes durante a revolta que derrubou o regime.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.