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Mubarak pede a Netanyahu no Egito o fim dos assentamentos

Pedido foi feito durante encontro no Cairo que serviu para retomar as negociações do processo de paz

Efe,

13 de setembro de 2009 | 17h12

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, pediu neste domingo, 13, ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que encerre as atividades nos assentamentos situados nos territórios palestinos ocupados, informaram fontes oficiais.

 

O pedido foi feito durante encontro de Mubarak e Netanyahu, no Cairo, o segundo desde maio, que serviu para retomar as negociações do processo de paz no Oriente Médio.

 

Mubarak e Netanyahu não deram entrevistas, somente permitiram que fotógrafos e cinegrafistas registrassem o encontro. Foi o porta-voz presidencial egípcio, Suleiman Awad, quem resumiu aos jornalistas os pontos importantes da reunião.

 

Segundo Awad, durante a conversa, o Egito reiterou seu desejo de paz para a região e reafirmou a necessidade de que haja dois Estados, um israelense e outro palestino.

 

O porta-voz disse que Mubarak insistiu para que Israel interrompa a instalação de assentamentos judaicos nos territórios palestinos ocupados, política que recebeu críticas da comunidade internacional.

 

Dentro dessa interrupção, também solicitou que se inclua a expansão dos assentamentos israelenses já existentes.

 

De acordo com a imprensa israelense, os Estados Unidos pedem a Israel que suspenda por um ano a construção de colônias nos territórios palestinos ocupados, mas Israel estaria disposto a aceitar somente uma paralisação por seis meses.

 

O porta-voz egípcio disse que, na reunião, Mubarak ressaltou a necessidade de retomar as negociações de paz entre israelenses e palestinos a partir do ponto em que pararam no ano passado.

 

Ele rejeitou ainda a hipótese de se estabelecer um Estado palestino com fronteiras temporárias. Mubarak pediu que a negociação contemple fronteiras definitivas para o Estado palestino.

 

Por isso, o egípcio quer que a negociação tenha um calendário definitivo, enfatizou Awad.

 

Mubarak advertiu ainda os perigos que representaria judeizar a cidade de Jerusalém e pediu a Israel dar mais facilidades aos palestinos da Cisjordânia, com a destruição de postos de controle que impeçam a livre circulação, assim com o fim do bloqueio que sofre Gaza desde 2007.

 

Os encontros ocorreram no palácio presidencial. Primeiramente, Mubarak e Netanyahu conversaram a sós e depois, em comeram juntos, rompendo o jejum diário do mês de Ramada, na companhia dos assessores.

 

A porta-voz da embaixada de Israel no Cairo, Shani Cooper-Zubida, classificou o encontro entre Mubarak e Netanyahu de quente e franco.

 

No encontro posterior, foram abordados assuntos relacionados à relação bilateral, como turismo e laços econômicos, indicou a porta-voz à Agência Efe.

 

Cooper-Zubida, no entanto, não confirmou se na conversa veio à tona a questão do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por grupos palestinos na Faixa de Gaza no dia 25 de junho de 2006.

 

O Egito está intermediando uma negociação indireta entre Israel e grupos palestinos para tentar libertar Shalit ou conseguir a sua troca por presos palestinos em prisões israelenses, mas até agora não houve avanços.

 

Na visita de pouco mais de quatro horas ao Cairo, o político israelense esteve acompanhado do vice-primeiro-ministro israelense, do titular da pasta do Interior, Eli Yishai, e do assessor de Segurança Nacional, Uzi Arad.

 

Já Mubarak contou com a presença do primeiro-ministro egípcio, Ahmad Nazif, e o responsável de Assuntos Exteriores, Ahmad Aboul Gheit, além de uma figura-chave nos contatos com Israel, o chefe dos serviços de inteligência general Omar Suleiman.

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