Muçulmano convertido planejava ataques em Londres e EUA

Dhiren Barot, de 34 anos, hindu convertido ao islamismo, teria planejado ataques sincronizados na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, de acordo com tese apresentada pelo promotor Edmund Lawson na segunda-feira, em Londres. Entre outros ataques, segundo o promotor, Barot pretendia lançar uma "bomba suja" em Londres, um ataque contra o sistema de metrô de Londres e provocar explosões na sede do FMI e do Banco Mundial em Washington, nos Estados Unidos. Segundo Lawson, um documento assinado por Barot encontrado no Paquistão revela que ele planejava encher limusines com cilindros de gás e detonar estes veículos em estacionamentos subterrâneos perto de instituições financeiras. "Havia planos para a detonação de um dispositivo que espalharia radiação, mais comumente conhecido como bomba suja; o uso de um caminhão tanque com combustível para causar uma explosão, e um ataque contra a rede de trens ou metrô de Londres, incluindo o expresso para o aeroporto Heathrow, de uma explosão em um trem do metrô enquanto passava por um túnel debaixo do Rio Tâmisa", afirmou o promotor. "O principal objetivo era matar centenas, talvez milhares de inocentes sem aviso", acrescentou Lawson. Advogados de defesa insistiram durante o julgamento na segunda-feira que ele não recebia verbas nem materiais para fabricação de bombas quando foi capturado. Barot foi descrito por promotores como um "integrante ou associado próximo" da rede Al-Qaeda. Sua sentença deverá ser divulgada nesta terça-feira. Ele admitiu em outubro ser culpado da acusação de conspirar para cometer assassinato. Segundo a promotoria, Barot escreveu: "Imaginem o caos que causaria uma poderosa explosão em Londres, que poderia romper o próprio rio. Isto causaria um pandemônio, com as explosões, inundações e afogamentos iriam ocorrer". Os planos de Barot tiveram início antes dos ataques de 11 de setembro de 2001, quando foram arquivados. Mas os aperfeiçoamentos e trabalhos no plano foram feitos até 2004, segundo o promotor Lawson. Barot usou identidades falsas e pelo menos um passaporte falso. Ele foi pego apenas devido a uma "operação meticulosa e impressionante" da polícia, com informações de agências secretas britânicas, paquistanesas e americanas.

Agencia Estado,

07 Novembro 2006 | 01h32

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