Muçulmanos da Austrália sentem-se "sitiados"

A comunidade islâmica da Austrália sente-se "sitiada" devido ao temor de que os ataques retaliatórios contra seus membros possam continuar à raiz dos atentados terrorista nos Estados Unidos. Muçulmanos vêm sendo atacados e ameaçados pela população branca, ao mesmo tempo que mesquitas são incendiadas, desde os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono, em 11 de setembro.Ontem, em Brisbane, uma mesquita foi destruída em um suposto ataque criminoso e, segundo líderes muçulmanos, uma mulher grávida foi atacada na cidade sulista de Melbourne. Logo após os ataques terroristas nos EUA, um ônibus transportando crianças muçulmanas foi apedrejado.Osama bin Laden, um exilado saudita e fundamentalista islâmico, é o principal suspeitos pelos ataques nos EUA. O governo de Camberra confirmou a morte de três australianos nos atentados contra o WTC, em Nova York, e outros 20 continuam desaparecidos.Ali Roude, presidente do Conselho Islâmico do Estado de Nova Gales do Sul, afirmou que os muçulmanos em toda a Austrália estão "sitiados". Segundo ela, vários programas populares de rádio devem ser responsabilizados por espalhar o ódio contra os islâmicos em suas programações.Roude afirmou que o problema deverá continuar na Austrália com os Estados Unidos procurando por vingança contra os ataques em seu território.

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