Muçulmanos da Grã-Bretanha acham que guerra será contra o Islã

Setenta por cento dos muçulmanos da Grã-Bretanha acham que a guerra contra o terrorismo é na verdade uma guerra contra o Islã, revelou uma pesquisa divulgada pela BBC. A sondagem promovida pela ICM, que entrevistou 500 pessoas, também mostrou que metade dos muçulmanos britânicos não concorda que a rede Al-Qaeda, de Osama bin Laden, deve ser responsabilizada pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. E ainda, 11% acreditam serem justificados novos ataques da Al-Qaeda ou grupos semelhantes contra os Estados Unidos, e 8% afirmam que tais ataques seriam justificados contra a Grã-Bretanha. Na pesquisa, as pessoas foram perguntadas: "O presidente Bush e Tony Blair dizem que a guerra contra o terrorismo não é uma guerra contra o Islã. Você concorda ou discorda?" 70% afirmaram discordar, enquanto 20% concordaram e 10% não souberam responder. Quando perguntados se os EUA e seus aliados estavam certos em responsabilizar a Al-Qaeda pelos atentados de 11 de setembro, 17% disseram "sim", enquanto 56% responderam que não. E 64% afirmaram que a Al-Qaeda não deveria ser responsabilizada pelos ataques em Bali e por atentados terroristas semelhantes. Ainda assim, 44% consideraram que ataques da Al-Qaeda e grupos afins são justificados porque muçulmanos estão sendo mortos pelos Estados Unidos ou aliados usando armas americanas. Tais ataques não são justificados para 46%. Apesar de 67% responderem que são razoavelmente ou muito patrióticos em relação à Grã-Bretanha, 8% disseram que seria justificado ataques da Al-Qaeda ou de outros grupos extremistas contra o país. Cerca de 1,5 milhão de muçulmanos vivem na Grã-Bretanha.

Agencia Estado,

23 Dezembro 2002 | 13h24

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