Muçulmanos enfrentam polícia para defender mesquita na China

Centenas de muçulmanos de uma aldeia no noroeste da China enfrentaram a polícia para tentar evitar a demolição de uma mesquita, resultando em ao menos cinco mortes, disseram moradores e a imprensa de Hong Kong nesta terça-feira.

REUTERS

03 de janeiro de 2012 | 10h20

Os confrontos entre os policiais e os membros da etnia hui começaram na sexta-feira na região de Ningxia, vizinha à província da Mongólia Interior, depois que as autoridades declararam que a mesquita recém-inaugurada havia sido construída ilegalmente, disse o jornal South China Morning Post.

Centenas de moradores da aldeia de Taoshan enfrentaram policiais armados com gás lacrimogêneo, cassetetes e facas, segundo o jornal.

Um morador de Taoshan disse à Reuters que estava fora na hora do confronto, mas que seus parentes no local acreditam que cinco pessoas, inclusive um membro da família, foram mortas.

Esse morador, chamado Jin Haitao, disse que os mortos incluem duas idosas, um jovem e duas pessoas de áreas próximas.

Moradores das redondezas queixaram-se de que as linhas telefônicas de Taoshan foram interrompidas, e que estava impossível verificar o que ocorreu.

"Estão tentando manter uma atividade religiosa, mas as autoridades não permitem. Demoliram a mesquita e agora cobriram o terreno, porque há muito sangue no terreno", disse Jin.

Um homem que atendeu ao telefone em uma delegacia da vizinha localidade de Hexi disse que houve um incidente envolvendo manifestantes huis, mas não deu detalhes. Os telefonemas para o departamento de segurança pública no vizinho condado de Tongxin não foram atendidos.

Um pequeno empresário em Tongxin, a três quilômetros do local da mesquita, disse à Reuters que a aldeia havia sido isolada por policiais.

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