Muçulmanos realizam apedrejamento de satanás em rito

Milhares de muçulmanos que realizam a peregrinação anual do hajj às cidades de Meca e Medina, sagradas para o Islã, lançaram pedras contra muros que simbolizam o diabo, numa rejeição simbólica da tentação, enquanto muçulmanos ao redor do mundo celebram o maior feriado do Islã, a Festa do Sacrifício.

AE, Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 17h48

O ritual do apedrejamento é o mais arriscado do hajj. Os peregrinos, cerca de 3 milhões neste ano, atravessam um corredor e então jogam as pedras contra o espaço onde ficam os muros. Com a multidão adensada, empurrões são comuns e muitas pessoas já morreram esmagadas. Em 2006, centenas de pessoas morreram esmagadas tentando chegar no local.

Desde então, as autoridades sauditas construíram uma rampa larga que dá acesso ao local, o que permite as pessoas apedrejarem os muros em cinco pontos diferentes. O grande problema neste ano pareceu ser o número desproporcional de peregrinos "não oficiais", que apinharam as estradas que conduzem a Mina, uma pequena cidade próxima a Meca. Esses peregrinos "não oficiais" não seguem as recomendações das autoridades sauditas de visitarem os locais em grupos, além de dormirem em tendas à beira das estradas.

O primeiro dia de apedrejamento do diabo também marca o início do Eid al-Adha, ou Festa do Sacrifício, quando muçulmanos ao redor do mundo inteiro matam carneiros, em lembrança ao episódio do quase sacrifício de Isaac pelas mãos de Abraão. As informações são da Associated Press.

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