AFP PHOTO / JUAN BARRETO
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MUD acusa Maduro de intimidação antes de protesto na Venezuela

Prefeitos e deputados sofreram agressões, prisões e revistas não autorizadas em suas casas, segundo a aliança

O Estado de S. Paulo

29 Agosto 2016 | 18h13

CARACAS - A coalizão opositora venezuelana Mesa de Unidade Democrática (MUD) acusou nesta segunda-feira, 29,  o governo do presidente Nicolás Maduro de intimidar alguns de seus líderes às vésperas do protesto de amanhã a favor do referendo revogatório do mandato do líder bolivariano. Segundo a MUD, um opositor foi preso, outro foi agredido e um terceiro teve a casa revistada sem mandato. O chavismo declarou que a marcha não está autorizada. 

Em seu programa de rádio na emissora RCR, o secretário-geral da MUD, Jesús ‘Chuo’ Torrealba citou entre as arbitrariedades a detenção do ex-prefeito de San Cristobal, Daniel Ceballos - que deixou a prisão domiciliar e voltou para o regime fechado -, uma agressão ao prefeito de Maturín, Warner Jiménez, que também tem contra ele uma ordem de prisão e o Lester Toledo, que teve uma busca sem mandado em sua residência no Estado de Zulia. Um quarto caso, ainda de acordo com o opositor, foi uma agressão contra um prefeito do Estado de Arágua Nelson Guárate. 

“O governo está mantendo opositores reféns para usá-los como moeda de troca em uma situação de desespero”, disse Chuo. “Não tenho dúvidas de que teremos uma das maiores mobilizações da história da Venezuela.”

Ainda de acordo com o porta-voz opositor, milhares de venezuelanos estão a caminho da capital para a “tomada de Caracas”, como foi batizada a marcha. “As pessoas estão vindo de Amazonas, de Anzoategui, Monagas e Barquisimetro”, disse. “O governo não vai cair no dia 1º, mas será uma data chave para pressionar pelo referendo.”

O chavismo prometeu não autorizar a marcha. “As autoridades disseram claramente que essa marcha não tem autorização para entrar em Caracas porque não há garantias de que ela será pacífica”, disse o deputado Elias Jaua. “As forças da ordem garantirão que a cidade não seja palco de confrontos.” /EFE

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