REUTERS/Marco Bello
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MUD diz que ato antichavista reuniu 1,1 milhão de pessoas

Do lado chavista, Ministro do Interior anuncia a prisão do 3º prefeito opositor desde o início da semana

O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2016 | 20h13

CARACAS- A coalizão opositora venezuelana Mesa de Unidade Democrática (MUD) afirmou ontem que a manifestação da véspera em Caracas contra o presidente Nicolás Maduro reuniu 1,1 milhão de pessoas e voltou a acusar o chavismo de prender seus militantes. Os opositores pediram que a mobilização popular continue nos atos dos dias 7 e 14 e disseram que é preciso calma e estratégia para que o chavismo deixe o poder pela via Constitucional. 

Do lado chavista, o Ministro do Interior, Nestor Reverol - que responde na Justiça americana por narcotráfico -, anunciou a prisão do terceiro prefeito opositor desde o início da semana e denunciou um suposto plano de golpe de Estado que seria executado por paramilitares colombianos. 

“A esse 1,1 milhão de pessoas que se mobilizaram em Caracas temos de somar as centenas de milhares de venezuelanos que ficaram presos nas estradas ou não conseguiram deixar suas cidades”, disse o secretário executivo da MUD Jesús “Chuo” Torrealba. “Hoje é um dia muito especial, que servirá para fazermos um balanço importante: falta organização, frieza e estratégia para derrotar o governo.

Torrealba indicou que o principal objetivo da marcha era mostrar que a MUD conta com uma estrutura política organizada, que mantém conexão permanente com movimentos sociais, ONGs e sindicatos.

Já o segundo objetivo, de acordo com o político opositor, era mostrar ao país e ao mundo o tamanho imenso da Venezuela que quer mudança. Torrealba leu ontem um manifesto no qual a MUD convocou novas mobilizações para continuar exigindo rapidez no processo para realizar o referendo revogatório.

Entre essas manifestações está a “Tomada da Venezuela”, de 24 horas de duração, que exigirá a realização imediata do referendo revogatório do mandato de Maduro. Essa mobilização está prevista para o dia seguinte à data que for fixada para a coleta das assinaturas de 20% dos inscritos no registro eleitoral, ou seja, quase 4 milhões de eleitores.

Além disso, Torrealba anunciou outra mobilização para o dia 14 de setembro, que será de 12 horas de duração, em todas as capitais de Estado da Venezuela. /EFE

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