Michael Reynolds/EFE
Michael Reynolds/EFE

Mudança geracional? Historiador vê pandemia do coronavírus encorajando novos valores

Surto da covid-19 pode incentivar uma geração a se afastar da cultura de egoísmo, com jovens querendo fazer trabalhos para ajudar outras pessoas

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2020 | 02h00

LONDRES - A pandemia de coronavírus pode incentivar uma geração a se afastar de uma cultura de egoísmo, com jovens agora querendo fazer trabalhos onde possam ajudar outras pessoas, acredita o historiador holandês Rutger Bregman.

Bregman, de 32 anos, cujo último livro “Humankind” argumenta que as pessoas em geral são dignas e não más, tornou-se famoso no ano passado quando disse a uma plateia rica no Fórum Econômico Mundial de Davos que eles deveriam pagar mais impostos.

Em entrevista à Reuters Television, Bregman afirmou que entende que a crise do vírus está mostrando que as coisas estão se transformando e há “uma mudança no Zeitgeist” para a geração mais jovem. "Agora estamos mudando para um tipo diferente de era, que é mais sobre serviço público, sobre cooperação, sobre basicamente o que é digno”, disse ele.

Os governos publicaram listas de profissões essenciais na crise e isso pode ter um impacto enorme em toda uma geração, segundo Bregman. “Se você olhar para essas listas, terá: onde estão os gestores de fundos de hedge? Onde estão os banqueiros ou os profissionais de marketing?”

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Ele disse que está claro quem está fazendo os trabalhos importantes agora - enfermeiros, professores, profissionais de saúde e jornalistas.

“Acredito que pudemos ver uma mudança real aqui, que agora pode haver uma nova geração, e acredito que já vemos os primeiros sinais disso, de pessoas que querem fazer um trabalho onde você realmente ajuda outras pessoas”, declarou. / REUTERS

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