Mudança ideológica de discurso garantiu vitória

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, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2011 | 00h00

Ollanta Humala, presidente eleito do Peru

LIMA

Mudança é a palavra-chave para explicar a trajetória política e a vitória de Ollanta Humala na presidência do Peru. O militar da reserva de 48 anos que liderou uma revolta contra o governo de Alberto Fujimori, em 2000, deu a entender durante a campanha que abandonou o vínculo ideológico com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e convenceu o eleitorado de que moderou suas posições.

Formado em Direito Internacional na universidade francesa de Sorbonne, Humala entrou para o Exército com a missão de combater a guerrilha do Sendero Luminoso. Na década de 90, enfrentou uma investigação por violações dos direitos humanos.

Nas eleições presidenciais de 2006, Humala vestiu-se de vermelho e adotou o discurso chavista, provocando temores do mercado financeiro. A onda bolivariana não agradou e ele foi derrotado pelo atual presidente, Alan García.

Para vencer a filha de Fujimori, Keiko, sua rival no segundo turno, Humala abriu mão da vertente radical e se afastou de Chávez. Tentou mostrar semelhanças políticas com o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou os serviços de assessores do Partido dos Trabalhadores (PT) na campanha, mas vários pontos de seu plano de governo ainda causavam a preocupação do eleitorado.

Visto por investidores como uma opção arriscada, Humala fez questão de tentar acalmar os mercados e descartou a possibilidade de intervenção na economia peruana. Mas o presidente eleito manteve sua proposta de melhorar a distribuição de renda no país.

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